Mesas de debate

12/03

14h Abertura

14h30 Mesa 1
Corpo e política
Em todos os tempos, a polissemia inerente ao corpo humano inspirou os questionamentos de inúmeros pensadores, filósofos e cientistas, alimentando suas teorias sobre o mundo, a realidade e a vida. Desde as últimas décadas do século passado, o corpo adquiriu uma nova centralidade, também discursiva, revisitando e reativando assim a importância que a sua afirmação teve para as transformações sociais, filosóficas e artísticas em diferentes épocas. Hoje o corpo encontra-se novamente em grande destaque nas teorias contemporâneas, apresentando-se ora como suporte de signos e opressões ora como espaço-tempo de tensionamentos e resistência. Esta mesa pretende, portanto, debruçar-se sobre as potências e limitações que a presença corpórea possui na práxis artística e na vida em sociedade, explicitando assim a dimensão política que habita nossa pele.

participantes
Éden Peretta (Híbrida/UFOP)
Cíntia Vieira da Silva (UFOP)
Clarissa Alcantara (Instituto Félix Guattari)

13/03

9h Mesa 2
Dança e política
Sendo por excelência a “arte do corpo”, a dança vivifica em sua práxis férteis momentos de ruptura, tensionamento ou afirmação de específicos valores sociais. Filha de seu tempo, a dança constrói-se na imbricada relação entre o corpo e a sociedade, podendo ser assim portadora de vozes-ações conservadoras ou revolucionárias. O debate aqui proposto busca apresentar algumas das potenciais relações existentes na interesecção entre dança e política. A partir de experiências concretas e apontamentos mais conceituais, será discutida a dimensão política existente nesta arte fundada na fricção entre a presença e o movimento.

participantes
Yoshito Ohno (Japão)
Andrea Snizek (UFV)
Jardel Sander (PUC/MG)

13/03

14h Mesa 3
Virtualidade e política: teatro e novas tecnologias
A cena contemporânea é marcada pelo uso cada vez mais intenso de tecnologias em espetáculos teatrais e de dança. Através da interação com o computador, com imagens gravadas ou geradas ao vivo e projetadas sobre o palco, as novas tecnologias geram impactos na centralidade do corpo no âmbito das artes cênicas, ressignificando os conceitos de corporalidade e presença, estimulando-nos a pensar sobre novas estratégias políticas e estéticas de intervenção. O debate proposto visa discutir as transformações que o uso dessas tecnologias vêm acarretando ao teatro, em especial no confronto com as artes audiovisuais e novos meios de comunicação, com a internet.

participantes
Ernesto Valença (UFOP)
Rubens Velloso (Phila7/SP)
Aline Andrade (UFOP)

14/03

9h Mesa 4
Teatro e política
Partindo-se do pressuposto do senso comum de que – sendo o político o campo da representatividade do público na pólis e teatro uma arte da representação, urbana e coletiva – todo teatro seria, em essência, político. Neste sentido, a presente mesa propõe pensar (e quem sabe compreender) que é apenas na busca pelos limites do político no teatro que talvez seja possível vislumbrar o real potencial crítico dessa arte da representação. Tal inversão dialética – enquanto estratégia de uma disputa teórica efetiva – procura reconfigurar o sentido de político num campo específico, ou melhor dizendo, partidário, com base na convicção de que sua generalização (já posta como senso comum) esconde um ato anestesiante dos seus potenciais críticos. Do mesmo modo, desde os gregos, certas formas artísticas ajustadas aos interesses de classe no poder, buscaram – sem deixarem de ser políticas – a anestesia dos seus sentimentos críticos. Se todo teatro é político, nem todo teatro explicita tal pressuposto.

participantes
Berilo Nosella (UFOP)
Alexandre Mate (UNESP)
Carina Guimarães Moreira (Unirio)

15/03

9h Mesa 5

Performance e política
A cidade em suas múltiplas espacialidades e dinâmicas, constitui-se como lócus privilegiado para a produção de poéticas e políticas da arte que discutam a relação com o público – aqui, em dupla acepção: público como o espectador-transeunte-participante e público como espaço da coletividade. Híbrida e sem fronteiras, a performance se apresenta como um campo fértil para a produção de modos de ver e habitar a cidade, para a produção de micropolíticas do corpo: corpolítico, corpoético, corpocoletivo, corpocidade.

participantes
Nina Caetano (Híbrida/UFOP)
Zalinda Cartaxo (Unirio)
Clóvis Domingos (Obscena/MG)


inscrições
As inscrições para as mesas de debates são gratuitas e serão realizadas antes de cada mesa no local do evento, na entrada do cine-teatro Vila Rica, no centro de Ouro Preto.


certificados
Os certificados de participação, tanto das mesas como da oficina, serão emitidos no início de abril, em formato digital, e serão enviados via email para os participantes inscritos.