Performances

As performances serão realizadas pelo agrupamento independente de pesquisa cênica Obscena (Belo Horizonte/MG).

O Obscena, desde 2007, funciona como uma rede colaborativa de criação e investigação teórico-prática, que privilegia a troca, a provocação e a experimentação artísticas. São eixos norteadores do Obscena o work in process, os procedimentos de ocupação/intervenção em espaços públicos urbanos e os procedimentos de corpo-instalação, além da investigação de uma ação não representacional, a partir do estudo da performatividade e do pensamento e da obra dos artistas plásticos Artur Barrio, Hélio Oiticica e Lygia Clark.

O Obscena realiza, atualmente, o projeto “Multiplicidades Obscênicas: relações coletivas no corpo das univer-cidades”, em parceria com o Centro Cultural da UFMG, e experimentos práticos e teóricos de invasão no corpo da cidade são feitos pelo agrupamento. Discussões internas e práticas corporais realizadas também contemplam conexões e trocas que acontecem por afinidades a grupos que pesquisam a performance como linguagem.

Confira aqui algumas das performances possíveis de acontecer em Ouro Preto.

SALVE PADILHA, CHEIA DE GRAÇA!

obscena

É uma intervenção urbana, uma caminhada vermelha. O véu usado pela performer cria um tapete, um enorme tecido que voa a bel prazer, varre os chãos e colore os espaços públicos por onde passa. A imagem criada de uma santidade obscena, uma figura marginal, que faz parar os locais por onde passa.

ESPAÇO DO SILÊNCIO
“antes dos portugueses descobrirem o Brasil o Brasil tinha descoberto a felicidade”

nina kaiowa

Criada a partir da Idéia-Situação, proposta de 30 diferentes espaços-gestos feita por Artur Barrio para a Documenta 11, essa intervenção urbana é um gesto de denúncia e indignação Nela, uma performer vermelha ocupa um espaço-lençol branco, no qual vai, ao longo da ação, imprimindo cruzes. Essas cruzes vermelhas são sequência da cruz que cerra a boca da performer. De sua cadeira vermelha, ela intercala a essa ação, a manipulação de variados textos – de cartas coletivas dos índios a relatórios e textos poéticos – relativos à condição dos índios da etnia Guarani Kaiowá, cujo índice de suicídio entre jovens é um dos maiores do mundo. Ao seu lado, outro performer vermelho refaz simbolicamente esse gesto extremo, do totem ao tabu: ele também um “suicidado da sociedade”.

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